O MEL É MAIS DOCE QUE O SANGUE

Em uma São Paulo marcada por ruínas e resistência, uma andarilha (Helena Ignez) percorre a cidade carregando uma caixa misteriosa, onde realidade e sonho se confundem. Entre memórias fragmentadas, vozes ancestrais e imagens em transe, O Mel é Mais Doce Que o Sangue transforma o espaço urbano em um ritual político-poético de invenção e sobrevivência. Inspirado pela vida e pela obra de Federico García Lorca, o filme constrói uma experiência sensorial e experimental sobre a permanência da arte diante do colapso, da violência e do apagamento.

Críticas e Recepção

A política, a poética, o teatro, o cinema, mel e sangue, tudo surge discriminado e, no entanto, tudo cabe dentro da traquitana que carrega a mulher, como se ali estivessem séculos de existência, cinco séculos ou mais.
INÁCIO ARAUJO – Folha de SP
Este é um verdadeiro cinema de invenção, simbólico, polissêmico e engajado.
LUIZ ZANIN (Estadão)
Uma contundente metáfora do brasil.
AYRTON BAPTISTA JUNIOR (Rádio CBN)
Promove mergulho poético de lorca e resgata discurso de neruda.
MARIA DO ROSÁRIO CAETANO (Revista de Cinema)
Que belo símbolo, a transformação de helena Ignez numa andarilha do cinema brasileiro.
BRUNO CARMELO (Site Meio Amargo)
Mantém o espírito de luta do nosso cinema.
CHICO FIREMAN (Filmes do Chico)
Um filme extremamente sensorial.
PEDRO SALES (Vertentes do Cinema)

Ficha Técnica

  • Direção: André Guerreiro Lopes
  • Roteiro: André Guerreiro Lopes e Antônio Arruda
  • Colaboração de Roteiro: Marcos Arzua Barbosa
  • Elenco: Helena Ignez, Djin Sganzerla, Michele Matalon, Samuel Kavalerski, Daniel Wera, Pedro Macena, Rodrigo Castelo Branco e Grupo Embatucadores
  • Direção de Fotografia e Câmera: André Guerreiro Lopes
  • Montagem e Cor: Sergio Gag
  • Trilha Sonora Original: Gregory Slivar
  • Desenho de Som e Mixagem: Rosana Stefanoni
  • Direção de Arte: Leo Ceolin e André Guerreiro Lopes
  • Figurino: Diogo Costa
  • Visagismo e Maquiagem: Emerson Murad
  • Produção André Guerreiro Lopes Djin Sganzerla: André Guerreiro Lopes e Djin Sganzerla
  • Produtor Associado: Marcos Arzua Barbosa
  • Produção Executiva: Náshara Silveira
  • Pós-produção: Clandestino
  • Longa-metragem: 70 min
  • Ano: 2023